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Belo Monte

abril 19, 2010

correndo o risco de ser menos belo…

Sobre Belo Monte Qui, 15/Abr/2010

Por Miriam Leitão

Por 100 quilômetros o rio Xingu vai passar a ter uma vazão mínima de água, e, às margens dessa área, há tribos, ribeirinhos, floresta. Os técnicos do Ibama escreveram que não garantiam a viabilidade ambiental da hidrelétrica de Belo Monte. Duas das maiores empreiteiras do país desistiram porque acham arriscado demais economicamente. Mas o governo diz que fará o leilão.

Há dúvidas de todos os tipos sobre a hidrelétrica: ambiental, econômico-financeira e política. Por que ignorar tantas dúvidas? Por que leiloar a mais polêmica das hidrelétricas brasileiras a seis meses das eleições com um só grupo interessado? Por que tentar forçar a formação improvisada de um novo grupo, manipulando os fundos de pensão?

A primeira vez que se pensou em fazer essa hidrelétrica foi no auge do poder do governo militar, em 1975. Nem eles, com AI-5, sem audiências públicas, com um estado maior e mais insensato; nem eles, que fizeram Balbina, tiveram coragem de levar adiante o projeto.

O Ministério Público levanta dúvidas sobre várias questões, mas principalmente não entende a pressa do governo:

— Os técnicos do Ibama escreveram que não tiveram tempo de considerar as questões levantadas nas audiências públicas, escreveram que não tinham como garantir a segurança ambiental do empreendimento, há dúvidas sobre a viabilidade econômico-financeira e mesmo assim o governo diz que fará a obra — diz o procurador da República Bruno Alexandre Gutschow, do Pará.

Há vários outros pontos que estão sendo analisados pelo Ministério Público e novas ações podem ser propostas nas próximas horas. Eles entraram com duas ações pedindo a suspensão do leilão. E a vice-procuradora- geral da República, Débora Duprat, enviou um ofício ao presidente do BNDES exigindo respostas para várias perguntas: se o banco fez estudo da viabilidade econômico-financeira do projeto; quanto pretende financiar; se pesou o custo sócio-ambiental de deslocar 50 mil pessoas.

No mês passado, o Ministério Público tinha feito essas perguntas ao BNDES, e ele admitiu que desconhece os detalhes do empreendimento. Estranhíssimo. Ele será o grande financiador, como pode desconhecer?

O governo claramente está forçando a barra diante de todas as dúvidas. Ontem, a Aneel adiou o prazo de inscrição para participar do leilão. E, sem qualquer transparência, o governo tenta montar um novo consórcio.

O Ministério Público se perguntou numa das ações propostas: como manter a biodiversidade da área impactada pela redução da vazão de água? Como manter a segurança alimentar da população da área? Como garantir a navegabilidade do rio? Dúvidas que ficaram sem respostas porque os técnicos do Ibama disseram várias vezes em seus pareceres e de forma contundente o seguinte: “A equipe mantém o entendimento de que não há elementos suficientes para atestar a viabilidade ambiental do empreendimento.”

O pesquisador Francisco Hernandez, da USP, que estudou Belo Monte, define como um “monumento fluvial” o Rio Xingu, pela sua exuberante biodiversidade. O procurador Gutschow diz que há mais espécies de peixes lá do que em toda a Europa.

Mas alguém pode considerar que tudo isso deve ser sacrificado por uma hidrelétrica que será a terceira do mundo e que vai produzir 11 mil MW. Isso é um enorme engano. A produção média mal passará de 4 mil MW, e por três ou quatro meses no ano pode ser de meros 1 mil MW pelo regime das águas do rio.

Alguém pode argumentar que a hídrica é uma energia barata. É mesmo? A obra está calculada em R$ 19 bilhões, mas o que as empreiteiras estão dizendo é que talvez chegue a R$ 30 bi. Essa incerteza é que afasta muitos competidores. Além disso, há o custo não contado dos enormes linhões atravessando a floresta e muito distantes dos centros consumidores.

Pode-se argumentar também que se não forem feitas as hidrelétricas da Amazônia, restará ao Brasil a energia fóssil vinda do carvão, ou petróleo. É mesmo? Há inúmeras outras alternativas num país como o Brasil: biomassa, eólica, solar, eficiência energética, pequenas usinas, marés. A Coppe tem protótipo de usinas de marés, há estudos mostrando que se deveria estimular a autogeração renovável de fontes alternativas pelas indústrias.

Se você concorda com a ex-ministra Dilma, para quem nenhuma dessas fontes pode ser levada a sério, em grande escala, veja os números da Europa: A Alemanha no final de 2009 tinha 25.800 MW de energia eólica; a Espanha, 19.150 MW. Em toda União Europeia, 75 mil MW. Na Dinamarca, representa 20% da energia; em Portugal, 15%. Os Estados Unidos têm 35 mil MW. Isso sem falar do enorme potencial fotovoltaico (solar) do Brasil.

O Brasil explorou intensamente seu potencial hídrico, agora ele está em local distante, de grande impacto ambiental, com custos de construção e manutenção mais altos e incertos. A tendência agora é descentralizar a geração, e produzir barragens menores que reduzam o estrago ao meio ambiente. Enfim, quem pensa que só existe barragem ou fóssil precisa urgentemente atualizar seus conceitos.

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Sobre Rios e Córregos

abril 15, 2010

no Festival É Tudo Verdade

Lâmpadas de água e sol

abril 8, 2010

Conscience apresenta: Galeria Expandida

março 31, 2010

Domínio Público

março 24, 2010

Dizem que esta biblioteca pública virtual está prestes a ser desativada por falta de acesso. Não sei se isto é verdade mas encontrei arquivos maravilhosos, a exemplo de um vídeo sobre Paulo Freire.

Confiram www.dominiopublico.gov.br

Leilão Festivo

março 17, 2010

Vejam fotos do evento

Coiote

Leilão Festivo – Encerramento da Exposição do Acervo Mariah Leick Arte no Feminino Plural e Galeria BijaRi realizam dia 20 de março o Leilão Festivo de encerramento da Exposição do Acervo Mariah Leick. Além das obras expostas, estão programados DJ´s, VJ´s, performances, vídeo- instalação interativa e a presença de grande parte dos colaboradores do projeto.

As obras, que incluem fotos, gravuras, pinturas, vídeos e desenhos doados por artistas, serão leiloadas à preços acessíveis (com lance inicial de 50% dos valores especificados nesse site*). O dinheiro arrecadado será direcionado para o tratamento e gastos pessoais de Mariah Leick, diagnosticada com cânce

A iniciativa de montar o Acervo Mariah Leick é do coletivo em formação Arte no Feminino Plural, que reúne mulheres com diferentes atuações dentro do campo das artes visuais, intervenção urbana, cinema, performance e movimentos sociais. O coletivo mobilizou, por meio de um chamado na web, uma ampla rede de artistas e ativistas que se solidarizaram para organizar o acervo, exposto na Galeria Bijari desde 7 de fevereir

A exposição foi a forma que esta rede encontrou para celebrar e garantir o fortalecimento da trajetória da Mariah, marcada por intensa atividade em projetos de resistência cultural e inclusão social junto aos movimentos sem-teto, feministas, de prostitutas, pela saúde pública, por um centro vivo e uma cidade para todos. Mariah foi uma das responsáveis por ter iniciado, em 2003, um processo de encontros dentro da ocupação Prestes Maia que uniu artistas, militantes e famílias sem-teto em uma grande mobilização artística e ativista chamada Integração Sem Posse.

Participação: A revolução não será televisionada / Adriana Siqueira / Ale Galasso / Ali Karakas / Ana Paula Oliveira / André Mesquita / Antonio Brasiliano / Augusto Citrângulo / Biba Rigo / BijaRi / Coletivo Esquizotrans / Contrafilé / Cristiane Arenas / Cristiane Mesquita / Cristina Ribas / Daniela Mattos / Daniel Seda / Dedo / Diana Parisi / Eduardo Verderame / Emilio Cordeiro / Eric Verhoeckx / Esqueleto Coletivo / Fabiana Mitsue / Fabiane Borges / Felipe Ribeiro / Flavia Sammarone / Flavia Vivacqua / Floriana Breyer / Gavin Adams / Geandre Tomazoni / Gira / Gisel Carriconde Azevedo / Gisella Hiche / Grupo Empreza / Guga Ferraz / Gustavo Godoy / Guto Lacaz / Henrique Parra / Isaumir Nascimento / Juliana Dorneles / Lucas D. / Luciana Costa / Maíra Vaz Valente / Marcelo Amorim / Marcelo Siqueira / Marcos Vilas Boas / Mariana Cavalcante / Mariana Marcassa / Marina Ronco / Milena Durante / Nilton Pinho / Patrícia B. / Paulo Zeminian / Peetssa / Pilantrøpov / Raphi Soifer / Regina Silveira / Renan Rovida / Rodrigo Araujo / Rodrigo Barbosa / Rogério Nagaoka / Rubens Pileggi Sá / Silvia Viana / Studio Intro / Teresa Berlinck / Túlio Tavares / Vinicius Gaspar / Vitor Mizael / Waleska Reuter / Yili Rojas

Serviço: Leilão Festivo – Encerramento da Exposição do Acervo Mariah Leick

Data: 20/03/2010

Horário: Das 16h às 23h

Local: Galeria BijaRi Rua Padre João Gonçalves, 81 – Vila Madalena – São Paulo

Contatos:

Fabiane Borges: (11) 64426323

Mariah Leick: (11)85356329

Juliana Dorneles: (11) 84623388

Flavia Sammarone: (11) 99719054

Galeria Bijari: (11) 38140815

* (*) As obras podem ser compradas pela internet,

através do contato: artefemininoplural@gmail.com

Quanta Arte…

março 11, 2010

arte Thiago

arte Laura

arte Siqueira

Salve Mulheres!

março 8, 2010

Em 8 de março de 1857 mulheres trabalhadoras de uma fábrica de tecidos em Nova York fizeram uma greve reivindicando melhores condições de trabalho (como a redução na carga diária de trabalho para dez horas, equiparação de salários com os homens e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho). Em resposta, a manifestação foi reprimida, e as mulheres trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada matando em torno de 130 trabalhadoras.

Durante anos, mulheres de vários países, e de várias formas diferentes, buscavam se manifestar em relação à data, e em 1910 a ONU reconhece o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.

Este ano fazem 100 anos que a data foi oficialmente estabelecida.

Companheiras,
Informamos que encerraram-se as inscrições para a Ação 2010, somente receberemos informações adicionais.

Serão 10 dias de caminhada, cerca de 2 mil mulheres participando e toda a infra-estrutura (de alimentação, transporte, alojamento, água, etc) dependem dessas informações, nesse sentido pedimos para as companheiras que já se cadastraram, mas tiveram mudanças de planos, que informem essas alterações (desistências, alterações) urgentemente! Entrem em contato pelo telefone: (11) 3819-3876, das 09h00 às 18h00 ou pelo email camila@sof.org.br até 06 de março 15h00.

Estamos enviando mais uma vez os documentos para orientação das marchantes, leiam com atenção tudo que você necessita saber para ter uma caminhada tranquila e sem problemas de excessos.

Até Breve!
Marcha Mundial das Mulheres
Seguiremos em Marcha até que todas sejamos livres!!!!
www.sof.org.br/acao2010



Café cultural no CCJ sobre “ódios” contra a mulher

via Catraca Livre de da Redação em 05/03/10

O Café Cultural “Entre Fogo e Brasa – ainda ardem as labaredas do ódio contra as mulheres?” acontece no dia 21, às 16h, no Centro Cultural da Juventude (CCJ), com entrada Catraca Livre.
A reação coletiva ao vestido de Geise, o assassinato de Eloá pelo namorado, fogueiras medievais contra bruxas e o enclausuramento de mulheres dissidentes em manicômios. O que esses fatos têm em comum? Refletir sobre o ódio às mulheres, ao feminino e ao feminismo pode ser o caminho para traçar essa relação.
Estará presente Bruna Mantese, mestre em Antropologia Social (USP) e pesquisadora do Núcleo de Antropologia Urbana da USP.

Pela legalização do aborto

fevereiro 23, 2010

Métodos anticoncepcionais são falhos.

Quantas crianças são abortadas com 15, 20 anos? Depois de terem sonhos?

Nos países onde o aborto é legalizado o número de abortos diminuiu.

Ter um filho não é um dever.

E se os homens engravidassem?

Escola Nacional Florestan Fernandes

fevereiro 7, 2010

comemorou ontem cinco anos de sua inauguração.

“A grandeza de um homem se define por sua imaginação, e sem uma educação de primeira qualidade, a imaginação é pobre, e incapaz de dar ao homem instrumentos para transformar o mundo”

Florestan Fernandes

A Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), inaugurada em janeiro de 2005, tem como objetivo principal o de democratizar a educação, hoje restrita a uma pequena parcela da população brasileira. Esse centro de educação e formação, idealizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), foi construído por meio do trabalho voluntário de 1.115 militantes dos movimentos sociais brasileiros….

*

Como disse ontem Paulo Arantes: “a ENFF não é do MST pois ela é construida e mantida por muitos outros atores” como a Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes.

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ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA ESCOLA NACIONAL FLORESTAN FERNANDES

Prezado(a) companheiro(a)

Vivemos hoje um momento de festa e de luta.

Festa porque a Escola Nacional Florestan Fernandes completa o seu quinto ano de existência com um histórico pleno de realizações importantes que nos enchem de orgulho e alimentam nossa disposição de prosseguir na empreitada.

Luta porque os setores mais reacionários e conservadores do Brasil estão ampliando sua escalada de ataques aos movimentos sociais e às organizações dos trabalhadores, especialmente o MST. As críticas dos meios de comunicação de massa são constantes e cada vez mais violentas e virulentas. Refletem o ódio, o preconceito e a deliberada intenção das classes dominantes de impedir que os trabalhadores sejam autores soberanos do seu próprio caminho….

*

A 10 anos a escola já oferecida sua primeira formação que foi sua própria construção e a manufatura dos “tijolos de terra” (solocimento, solução ecológica que leva apenas 5% de cimento em sua composição) com os quais a escola foi erguida!

Para quem quiser conhecer a Escola pode agendar uma visita:

Telefone (11) 4062 1215. E-mai: secgeral@enff.org.br.

Para quem quiser se associar, por favor, procure a secretaria executiva através dos telefones: 3105-0918, 9572-0185 e 6517-4780 ou do correio eletrônico: associacaoamigos@enff.org.br.