Archive for abril \21\UTC 2009

Arroz transgênico e muito agrotóxico

abril 21, 2009

na nossa mesa?    NÃO!

 

A Bayer quer nos vender o seu arroz modificado

e, é claro, o respectivo agrotóxico.

A Europa não permite o uso de alimentos modificados

e nem de agrotóxicos em seu solo.

Assim como não consome produtos geneticamente modificados 

e que precisam do uso de agrotóxicos pois estes são cancerígenos,

poluidores e não biodegradáveis.

 

O governo brasileiro já aprovou o uso da soja transgênica

e agora pode aprovar o arroz,

obviamente não por uma decisão cientifica

e sim por interesses econômicos de poucos poderosos políticos!

Indo na contramão da saúde humana e ecológica.

 

9a

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Joaquim Moura

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o projeto Nova Luz é um retrocesso

abril 14, 2009

O projeto continua arrastando políticas falidas, pessoas e dívidas…

 

“A chamada revitalização da Luz é um projeto que tem mais de 30 anos, da década de 1970 e que ficou pairando na história da política urbana de São Paulo. O projeto foi abandonado e retomado umas 550 vezes, cada vez de um novo jeito até desembocar neste, que se quer definitivo. Mas do que eu vi até agora, esse projeto não vai sair, eles vêm com tudo, mas a complexidade da trama da cidade é tão intensa que não permite, mas claro que depende muito do resultado da eleição, do quanto isso vai ser uma prioridade ou não para o novo prefeito/a.”

” Que é a relação, a idéia do território como espaço vivido e construído e pactuado por quem vive ali. Um pacto territorial! Um dia fui dar uma aula em Veneza e visitei uma associação de bairro e quando eu cheguei estava escrito assim: “Esta associação está aqui instalada desde o ano 1910.” Aquele lugar estava constituído como associação e como lugar há quantos anos? Quantas gerações enraizadas? A idéia que me veio na cabeça é de que aquilo tinha uma raiz profunda. A geração de vocês já nasceu em São Paulo, pela primeira vez temos uma geração que está no mesmo lugar, no mesmo bairro, há duas gerações! Você pergunta numa sala de aula: “Quem é filho de imigrante?”. Quando eu comecei a dar aula, há 30 anos, filhos de imigrantes eram todos, agora são netos, não importa se de italiano ou nordestino, isso não importa, mas são desenraizados, agora é que começou a enraizar, e na hora que enraíza começa a ter uma outra relação entre o ser e o território. Nós temos 40 anos de urbanização, 50 no Brasil, acho que com cem anos de urbanização talvez possamos construir uma outra relação do cidadão com o território no sentido de autoconstituição, porque o que não aconteceu foi o cidadão se autoconstituir na medida em que o território se constituiu. A idéia de público, de dimensão pública, é o reconhecimento do lugar que cada um ocupa dentro desse público. Mas que público é esse no qual o público não tem lugar? A favela não é um lugar, não é reconhecida como lugar, nem o cortiço. Como participa quem não tem lugar? O território, o lugar é muito importante, é fundamental, inclusive a possibilidade de existir com lugares nômades e cambiantes, porque esse é outro problema, se você não tem uma propriedade privada você não existe no Brasil. Mas quem disse que as pessoas têm que ter uma propriedade? Elas têm que ter um lugar digno para morar, isso não é sinônimo de ter uma propriedade.”

trechos da entrevista com Raquel Rolnik no livro Cidade Luz.

Raquel colaborou no desenho do Plano Diretor da cidade de São Paulo. 

 

E assim os poderes continuam se enrroscando em práticas sem diálogo com a população, sem reconhecer o cidadão como o agente principal da cidade…

 

A desapropriação da Nova Luz foi anunciada pela primeira vez em maio de 2005 pelo então prefeito José Serra (PSDB). A revitalização da área conhecida como Cracolândia também se tornou uma das bandeiras de Kassab. O plano engloba a recuperação de 750 imóveis previstos para serem desapropriados e R$ 2 bilhões de investimentos na área. Passados quatro anos, contudo, a maior parte do projeto segue no papel. Por vias da região, como nas Alamedas Glete e Helvetia, por exemplo, o cenário é o mesmo de uma década atrás: dezenas de jovens moradores de rua fumando crack à luz do dia, alguns poucos bares e quase nenhum morador.

fogo em Brasília

abril 2, 2009
lá no Setor Noroeste lembra?
Na manhã de segunda feira, 30 de março de 2009, atearam fogo ao barraco de uma família indígena, na Terra Indígena do Bananal.

 

Relatos das pessoas que primeiro chegaram ao local apontam que o incendio começou por volta das 10 horas da manhã. Quando chegaram ao local, metade da casa já estava tomada pelo fogo. Não se sabe como, uma equipe da rede globo chegou ao local, os indígenas disseram que não chamaram nenhum canal de tv, chamaram apenas os bombeiros. Os indígenas mandaram a rede globo ir embora, já que a empresa tem feito matérias buscando manipular a opinião pública contra os indígenas. Os bombeiros chegaram por volta das 11 horas e contolaram o fogo. 

A família moradora do barraco é a família de Towe Fulni-o, que está em Pernambuco visitando parentes no município de Águas Belas. O incêndio aumenta ainda mais o terrorismo pscicológico sobre a comunidade da Terra Indígena Bananal, tambem potencializado pela ação cotidiana de Informações desfavoraveis veiculadas pela midia corporativa. A última notícia veiculada pela rede globo ironizou a resistência indígena no local. 

Faz alguns dias o Ministério Público Federal, por meio da Procuradora da República Luciana Loureiro de Oliveira, recomendou que o Ibama cancelasse a licença de instalação do Setor Noroeste, e recomendou que a Funai instituisse um Grupo de Trabalho para aprofundar os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação. O Ibama respondeu que não vai cancelar a licença e que o problema da comunidade indígena é um problema da FUNAI. A FUNAI não respondeu a recomendação no prazo estabelecido, e agora o Ministério Público deve processar o presidente do órgão por improbidade. 

É sintomático que num momento onde os direitos indígenas tomam corpo, e passam a ser ouvidos e respeitados pelas instituições de defesa de direitos como a Procuradoria da República, um incendio em uma das casas aconteça numa manhã de segunda-feira. 

O terrorismo pscicológico é reconhecidamente uma tática dos grupos empresariais interessados em áreas em litígio como é a área da Terra Indígena do Bananal e o fazem por meio da mídia comprável e das instituições repressoras do Estado. Outra tática muito conhecida é a provocação de conflitos internos, o que já vem se desencadeando desde a presença do senhor Peterson de Paula Pereira, procurador da república que em vez de defender os direitos indígenas, quis facilitar as coisas para a TERRACAP. 

É preciso que as instituições e organizações (nacionais e internacionais) responsáveis por fazer valer os direitos humanos fiquem atentas pois ao que parece a pressão econômica mobilizada pelo megalomaníaco projeto “Setor Noroeste” está decidida a dar um fim trágico a questão, e certamente o que não falta é dinheiro para vibializar o rolo compressor que quer destruir a presença da espiritualidade indígena na capital do Brasil.