Archive for setembro \22\UTC 2008

DEMOCRACIA, que delírio* é esse?

setembro 22, 2008

Ao meu querido amigo, pai, pedalante e atuante…

des culpa pelo tempo que atropela

o pensamento amoroso e criativo

na opressora corrida

na idealizada realização descabida

no tempo da mulher…

quem é marginal hoje?

Javier grata pelas belas imagens e presença fundante

 

 

 VIÚVA DE PAULO FREIRE ESCREVE CARTA DE REPÚDIO À REVISTA VEJA

     Atualizado em 12 de setembro de 2008 às 10:46 | Publicado em 12 de
     setembro de 2008 às 10:38

     por CONCEIÇÃO LEMES

     Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem O
     que estão ensinando a ele? De autoria de Monica Weinberg e Camila
     Pereira, ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no
     Brasil. Lá pelas tantas há o seguinte trecho:

     “Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em
     classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro
     argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações
     positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou
     idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à
     civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um
     método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização.
     Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico
     teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da
     humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria
     evidência suficiente de que se está diante de uma distorção
     gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de
     uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a
     explicar o fato de eles viverem no passado”.

     Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo
     Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo
     publicado na Folha, em 1990, cujo título é Ceausescu no Ibirapuera.
     Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de
     agredir sem assumir. Na época Paulo, era secretário de Educação da
     prefeita Luiza Erundina.

     Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte
     carta de repúdio:

     “Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra
     Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE — e
     um dos maiores de toda a história da humanidade –, quero registrar
     minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo,
     que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou
     mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço
     comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico.
      Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da
     direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.

     Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar
     pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar.
     Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil
     melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem
     esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido,
     em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua
     morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita,
     falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas
     anteriores a ele feitas.

     A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente
     com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética,
     certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida
     criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre
     alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética
     verdadeiramente humanista.

     Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que,
     certamente para se sentirem e serem parceiras do “filósofo” e
     aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na
     sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e
     irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do
     primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa
     miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para
     desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho
     macabro reacionário.

     Superação realizada não só pela política federal de extinção da
     pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta
     política de distribuição da renda se baseou – que demonstrou ao
     mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas
     objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às
     avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as
     autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias,
     fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de
     subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da
     Ditadura Militar.

     Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média
     brasileira medíocre que tem a Veja como seu “Norte” e “Bíblia”,
     esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem
     humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez
     e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que
     Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo
     insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de
     trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço
     escolar o que há de mais importante na educação das crianças,
     jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as
     pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social,
     etnia, gênero, idade ou religião.

     Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja
     nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores
     escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a
     sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da
     autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo,
     contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que
     Paulo Freire Vive!

     São Paulo, 11 de setembro de 2008
     Ana Maria Araújo Freire”.

 

* delírio

de.lí.rio
sm (lat deliriu) 1 Exaltação de espírito, alucinação. 2 Excesso de paixão ou sentimento. 3 Entusiasmo, transporte. 4 MedDesvairamento, perturbação temporária das faculdades intelectuais, motivada por moléstia e caracterizada por excitação mental, desassossego, desorientação, incoerência da fala e muitas vezes alucinações. Var: deliração, deliramento. D. alcoólico: o mesmo que delirium-tremens. D. alucinatório, Med: alucinose. D. de grandeza, Med: convicção ilusória de uma pessoa, que consiste em sobrestimar sua própria importância, grandeza, poder, riqueza etc.; megalomania. D. de negação, Med: ilusão de que falta alguma parte do próprio corpo, ou de que o mundo cessou de existir. D. febril: o delírio da febre. D. furioso: excitação violenta, observada em algumas doenças psíquicas; também chamado delírio maníaco. D. maníaco: o mesmo que delírio furioso.

 

leia a matéria publicada

 

 

à querida guerreira Flor de Luz

A Invasão das Mil Bicicletas

setembro 21, 2008

no Dia mundial sem carro

 

Dia 22/09 – segunda-feira:

A Invasão das Mil Bicicletas no Dia Mundial Sem Carro!
Vamos resgatar as ruas!!!

Concentração lúdico-educativa 18h e Pedalada 20h
Na Praça do Ciclista (Av. Paulista x Rua da Consolação)

 

Não ao Golpe, Solidariedade ao Povo da Bolívia!

setembro 15, 2008

antes de entrar na questão da Bolívia um pouco de vívida história…

11 de setembro 29º aniversário…

 

 
Os ataques terroristas de ontem (10/09) dos setores divisionistas  e forças reacionárias na Bolívia, que não se conformam com as mudanças populares. Desde   colônia estes setores enriqueceram com o trabalho do povo boliviano. Agora apoiados pelo império EUA, querem dividir a Bolívia   para impedir que as massas sejam livres e tenham plena condução dos seus destinos e dos recursos naturais da Bolívia. Assim fazem uma campanha terrorista contra as riquezas do povo.
 
Companheiros/ as, o momento é grave e fazemos um chamado urgente a todos/as os setores populares, sindicais e da solidariedade  para rejeitarmos o golpe contra o governo de Evo Morales denunciando as manobras fascistas, e divulgando as notícias para rompermos o cerco midiático que se faz contra o governo popular, é mais um golpe comandado por Washington. 
 
Nenhum acordo com os latifundiários e racistas que promovem a destruição e saque do patrimônio do povo da Bolívia. Eles querem a volta do estado para os ricos, querem as multinacionais  que exploraram o país, contra os trabalhadores/ as, camponeses e pobres.
 
Fazemos um chamado aos governos da América Latina  que denunciem e  rejeitem as manobras golpistas contra a Bolívia Popular.
 
Não ao Golpe Fascista na Bolívia e a divisão!
 
Todo apoio ao governo popular do presidente Evo Morales!
 
Fora o embaixador dos EUA  da Bolívia! 
 
Viva a Bolívia Popular!
 
 
Rio de Janeiro 11 de setembro de 2008
  

 
Em memória de Allende e todos/as mártires do golpe militar no Chile em 1973
 
Associação Nossa América Rio de Janeiro/ ANA RJ

 

Experiência Imersiva Ambiental 2008

setembro 11, 2008

Em 2008, o EIA- Experiência Imersiva Ambiental- iniciou um JOGO urbano. As etapas são: REUNIÕES SEMANAIS, DEBATES e SEMANA DE IMERSÃO.

 

O grande diferencial do EIA 2008 em relação aos EIAs anteriores (2004, 2005, 2006) é que este ano não receberemos projetos de intervenção urbana. A idéia é que as pessoas venham para São Paulo jogar.

O JOGO já começou e novos jogadores podem entrar a qualquer instante. O JOGO é aberto e os jogadores estão diretamente implicados na sua construção. Um dos objetivos do jogo é estabelecer na cidade plataformas criativas que permitam o encontro e o diálogo entre os participantes e outras pessoas que estão no tabuleiro urbano.  Os movimentos dos jogadores se dá segundo as regras criadas pelo coletivo, que deverá redesenhar as várias camadas de limites na urbes à favor da experiência imersiva ambiental. Os debates começam nesta quinta-feira, 11 de setembro, quando também lançaremos o site e falaremos mais sobre dados, cartas, tabuleiros, regras e acasos.

A semana de imersão acontece de 5 a 14 de dezembro. Os dias de ação se alternam em derivas totais e imersão nos TERRITÓRIOS ANFITRIÕES. A imersão inicia-se com a festa de abertura que vai acontecer no Morro do Querosene e encerra- se com um desfile de máscaras e fantasias no Parque da Aclimação.

Mais uma vez, vamos realizar o EIA sem $ que não seja o nosso e sem apoio que não seja dos amigos! Até mandamos projeto para alguns editais, mas parece que nossas regras não são as dos possíveis apoiadores. 

1° debate- 11 de setembro

Local: Centro Cultural Vergueiro 
Rua Vergueiro, 1000 Metrô Paraíso 
Horário: 19h às 22h 


“Ambientes virtuais e Campos de imersão” 
Objetivo: Integrar o tabuleiro cibernético aos corpos, às ruas, comunidades e cidadãos. Discutir como os ambientes virtuais podem contribuir no estabelecimento, expansão e fortalecimento das redes coletivas e como a ampliação do acesso à tecnologia e suas possibilidades são estratégicas na transformação das relações sociais. 
Coordenação: Caio Fazolin 
Debatedores/ Atores Urbanos: 
Amadeu Zoe – (Barulho.org) Mestrando em Geografia Humana na USP com o tema “A implantação da Internet no Brasil, o conceito de rede e a geografia dos fluxos informacionais no século XXI”, Amadeu é professor de “Criação de Mídias” no colégio Miguel de Cervantes. Também atua como produtor e editor da web rádio “DADA Rádio”, apresentando o programa “Electrojazz” além de produtor dos eventos e festas de rua do coleteivo barulho.org, que tem como princípio a organização de apresentações visuais e sonoras como forma a reapropriar- se temporariamente do espaço público como lugar de encontro e troca. 
Diogo Laudelina- Membro da Cooperativa Laudelina de programadores em software livre.
Lucas Bambozzi- Artista que trabalha com diversas mídias digitais.

 

O JOGO:

 

TERRITÓRIOS ANFITRIÕES

São lugares onde tem um ou mais jogadores residentes e mediadores que apresentam a comunidade, com seus cantos, becos, centros, histórias, problemas. 

REGRAS

As regras propõem uma forma de interagir. Por hora, temos as seguintes regras, criadas coletivamente:

1- Todas as regras podem mudar.

2- A ação do jogo deve se dar prioritariamente nos espaços públicos.

3- Os movimentos dos jogadores devem buscar a interação com as pessoas.

4- É proibido alegar a condição de “artista” para realizar os trabalhos.

5- Não realizar performance com cara de performance/ fome.

6- Não mais que três pessoas no registro fotográfico e fílmico

 

As regras acima já estão valendo. Uma vez participando, você pode modificá-las e acrescentar novas, se todos outros jogadores concordarem.

CARTAS


Cartas para o jogo

Para criar o sistema/ dinâmica do jogo, surgiu a idéia de trabalharmos com cartas. Cada família/ naipe de carta cumpre uma função no jogo.


NAIPE DESLOCAMENTOS:

Essas cartas têm a função de apontar um trajeto geográfico (ponto de chegada e/ou forma de deslocamento). Serão retiradas a cada noite anterior ao dia de ação. Precisamos pensar num formato para essas cartas. Eu acho que tem que ser como as de baralho, com o verso igual… Já foram levantados as seguintes cartas:

Pegar o primeiro ônibus com nome de Jardim que passar

Partir do marco zero da cidade. Passar o dia sobre trilhos e percorrer os trajetos nos sentidos N, S, L e O, com possíveis descidas.

Ir para a localidade de uma notícia de jornal do dia anterior.

Escolher coordenadas e abrir o Guia de Ruas em qualquer página.

 “Derivador”- uma espécie de ponteiro para você girar e seguir na direção apontada.


NAIPE FORMAS DE DECISÃO

Não foi muito discutido, mas trata-se da idéia de, em caso de impasse, tirarmos uma carta que definirá se vamos tomar uma decisão a partir de:

voto

consenso

sorteio

Fulano decide


Elementos/ Mochila

Quando começaram as conversas sobre o jogo, e o EIA pensava em como transformar o projeto para potencializar nosso foco de rua, imersão, convívio, coletivo e diluição de autoria, foi definido que não receberíamos mais projetos fechados (seja de artistas independentes ou coletivos). A palavra que começamos a usar (de forma um tanto vaga e provisório) foi “elementos”:

Vamos chamar a galera para chegar em Sampa com seus elementos”. Ok, transformamos isso em “mochila”.

Ou seja, cada um vem com sua mochila com os materiais para sua deriva urbana. Cada um tem que reservar um espaço nessa mochila para os materiais que o coletivo vai precisar (grampeador, trincha, garrafa de água). Ou seja as mochilas são ao mesmo tempo individuais e coletivas. E vamos criar dinâmicas de rodízio dessas mochilas, de tal forma que em algum momento eu vou poder trabalhar com os elementos de outro jogador. Acho que podemos listar os recursos comuns pelo site.

Como participar
Apareça nos debates!
Mande um e-mail para 2008eia@gmail.com  e fique de olho no site www.mapeia.net, ele entrará no ar em breve.
Participe da comunidade EIA no orkut.
Se você é de Sampa, ofereça hospedagem para a galera de fora.

 

OUTROS DEBATES:

2° debate- 12 de setembro
“Percurso dos resíduos e Construções urbanas sustentáveis” 
Objetivo: Girar o peão para redefinir o sentido do jogo da economia da cidade por meio da análise sobre o circuito do lixo gerado pelo consumo e as alternativas para construções sustentáveis. 
Coordenação: Jaime Laureano
Debatedores/ Atores urbanos
Rodrigo Barbosa
Augusto Citrângulo

3° debate- 17 de setembro

“Locomoção no meio-fio” 
Objetivo: Inserir no Jogo da Experiência Imersiva Ambiental peões/atores urbanos que por necessidade ou opção utilizam veículos que não são bem acolhidos pelas vias de locomoção do tabuleiro da cidade. 
Coordenação: Eduardo Verderame 
Debatedores/ Atores urbanos: 
Eliezer Santos e ZEXE.net Grupo formado por motoboys de São Paulo que integram uma rede conectada por fotos tiradas por celulares. Os motoboys alimentam o site ZEXE.net, criado pelo artista Antoni Abad, onde retratam seu cotidiano e trocam informações. 
Alexandre Delijaicov Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1985), mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1988) e doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (2005). Atualmente é arquiteto do Departamento de Edificações da Secretaria de Infra-Estrutura Urbana e Obras da Prefeitura do Município de São Paulo e professor doutor do Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Planejamento e Projetos de Edificação, atuando principalmente nos seguintes temas: projeto de arquitetura de edifícios públicos, praças de equipamentos sociais, centros de estruturação urbana, CEUs, projetos de arquitetura de cidades fluviais, canais navegáveis, parques e portos fluviais urbanos, conjuntos de equipamentos públicos e ciclovias na orla fluvial urbana. 

Mariana Cavalcante- Participa do Movimento Bicicletada e do grupo Política do Impossível, onde realizou um trabalho de pesquisa e intervenção no bairro da Luz. 

4° debate – 18 de setembro

“Artistas do Mundo, Onívoros” 
Objetivo: Ativar peões que seguem procedimentos e regras da liberdade de criação para imergir, se divertir e permanecer no Jogo da cidade. 
Coordenação: Gisella Hiche 
Debatedores/ Atores urbanos: 
Carol Pinzan, bacharel em artes cênicas, com habilitação em direção, pela Escola de Artes e Comunicação da Universidade de São Paulo (CAC/ECA/USP) . Idealizadora, performer e diretora do projeto ÁRVORE, work in progress construído sobre premissas da performance e da intervenção urbana e desenvolvido pelo coletivo URUBUS. 
Jerônimo Batista Rodrigues, dançarino e integrante do grupo Le Parkour Brasil.
5° debate – 19 de setembro
“Política do Dissenso”
Descrição: revisão do processo de trabalho artístico envolvendo a ocupação
do edifício Prestes Maia através de mostra de vídeo e conversas com membros
dos coletivos de artistas que atuaram na ocasião.
Coordenação: Túlio Tavares
Debatedores/ Atores Urbanos –  membros do Esqueleto Coletivo, EIA, Bijari,
Bigodistas, III de Fevereiro, Cia Cachorras, Contra Filé, Nova Pasta, Tranca
Rua, Dragao da Gravura, Elefante, Catadores de Estórias, Atelier Coringa. 

Pedal Cultural

setembro 5, 2008

Aos queridos e amados artistas da bicicleta uma licença poética

(de Haroldo de Campos, de Lúcio e daquela ciência)

um relato deste momento em que não estive com vocês:

 

Meninos eu vi

uma terra fértil

uma terra explorada

 

Meninas eu vi a força

do povo em pé

berçário de flores

 

Homens eu vi

o roubo e a má fé

no espírito humano

 

Mulheres eu vi

pessoas que amam

pessoas que cuidam

 

Crianças eu vi

no meio da mata

muito trabalho e alegria

 

Seres humanos eu vi 

a paz e a luz

do coração da terra.

 

 

 

 

Ciclistas de São Paulo pedalam inspirados em Mário de Andrade

 

Locais citados no poema “Quando eu morrer”, da Lira Paulistana, serão pontos de intervenção ciclística e cultural

 

No próximo domingo (07/09), ciclistas de São Paulo vão pedalar na poesia de Mário de Andrade. Pátio do Colégio, Vale do Anhangabaú, Faculdade de Direito da USP, Pico do Jaraguá e outros cartões postais da capital paulista, citados no poema “Quando eu morrer”, da obra Lira Paulistana, serão visitados pelos amantes do pedal.

 

Cada ponto citado no poema contará com uma intervenção cultural. De esquetes a recital de poesias, os ciclistas vão mostrar que pedalar também é cultura.

 

Pegue sua bike, coloque sua poesia, música ou peça teatral predileta na mochila e venha pedalar nos locais que inspiraram este autor apaixonado pela “Paulicéia Desvairada”.

 

Mais informações no www.bicicletada.org

 

Um emergir de repressão…

setembro 5, 2008

Não à volta da repressão nas universidades brasileiras

A União Nacional dos Estudantes, está realizando em parceria com o Ministério da Saúde a Caravana da UNE: Saúde, Educação e Cultura, percorrendo 41 universidades dos 27 estados do país, promovendo debates, oficinas, atividades culturais, campanhas de prevenção e vacinação, discutindo temas de saúde sob a perspectiva da juventude, educação e cultura no marco da construção de um projeto de desenvolvimento para o Brasil.

 

 Em todos os estados e universidades que a Caravana vem passando as atividades tem se caracterizado pela ampla adesão dos estudantes universitários, pelo ambiente aberto, democrático e lúdico das atividades e pela mobilização e reflexão sobre as questões levantadas nas discusões e debates. Neste sentido, a UNE  lamenta profundamente um incidente isolado ocorrido no dia 03/09, no Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Durante a realização de uma intervenção teatral do Grupo Tá Na Rua (RJ), como parte da programação cultural da Caravana,  alguns professores incitaram os alunos à violência contra os artistas, proferindo insultos, lançando objetos das sacadas e chegando mesmo a agredir fisicamente alguns atores e atrizes, que foram retirados do prédio com violência por um grupo de estudantes,   com o apoio explícito e a força física de alguns professores.

 

A UNE , com uma trajetória de 71 anos em defesa da democracia e das liberdades de expressão e manifestação, vem a público denunciar este incidente, que adquire uma extrema gravidade por ter ocorrido em um ambiente universitário, espaço que deve se caracterizar pelo livre debate de idéias, expressões e manifestação. Um país que enfrentou 21 anos de ditadura militar não pode permitir em suas universidades manifestações de intolerância e brutalidade como estas, especialmente se partindo de servidores federais no exercício de sua função pública como estes professores.

 

A Caravana da UNE segue seu rumo e continuará percorrendo as universidades em todo o país, em uma jornada de mobilização, reflexão, criação artística e diálogo com a juventude  e os estudantes brasileiros sobre saúde, educação e cultura, contribuindo com o debate de idéias na universidade e garantindo a democracia como conquista fundamental e irrevogável da sociedade brasileira. Compreendemos  que tais manifestações de violência e brutalidade são sinais anacrônicos de um pensamento reacionário que já não tem mais lugar na sociedade brasileira.

 

Saudações estudantis,

 

União Nacional dos Estudantes (UNE)

 

Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA)

 

Cidade Luz – Onde e como você quer brilhar?

setembro 3, 2008


 

“…Tem muita gente que pensa: “Nós – as ONGs – não somos o governo,

fazemos diferente do governo.” Mas, no final, não tem muita diferença.

Eu acho que as organizações têm um conflito. Por um lado, falam que

o poder público atua com uma política de higienização. E o que querem

dizer quando denunciam a higienização? A retirada coercitiva dos

meninos da rua. Mas o que as ONGs propõem também é a retirada

desses meninos da rua, que eles voltem para a periferia sem nada.

Só que isso acaba evidenciando que todos estes atores acham

a mesma coisa: que essa cidade não é para esses meninos…

A ação das ONGs acaba sendo uma ação que também não leva em

consideração a pessoa que está no local. Todos pensam:

“Eles são drogados, são malucos, são noiados…” E isso acaba

invalidando essas pessoas, desabilitando, aniquilando.

Os próprios meninos acabam achando que não são mais

seres humanos por estarem nesta situação, um ser pensante, que pode

refletir, pode reescrever sua história. E aí você, ONG, de alguma maneira

acaba contribuindo para o sistema. Porque para o sistema não importa ser

varrido ou ser levado, contanto que fique na periferia…

Porque no fundo a cidade – e mais especificamente o Centro –

não é para essas pessoas…”

fragmento de entrevista do Livro Cidade Luz

 

 

 
04 DE SETEMBRO Quinta-feira
17h10 às 18h00 Lançamento do livro

Cidade Luz – uma investigação-ação no centro de São Paulo

com participação de Cibele Toledo Lucena – PI Políticas do Impossível

Poéticas do Urbano
poeticasdourbano@udesc.br

veja a programação completa

e o Brasil? quem conhece?

setembro 3, 2008

“Conheço o Rio de Janeiro

como a palma da minha mão

cujas linhas desconheço”

 

Waly Salomão

 

Primeiro encontro da rede Mocambos

100% livre

 

“são 12 horas de carro e 4 horas de barco

para chegar na sua comunidade”

Mãe Lúcia

 

“Ei maracáiê na onda do peixe a gente tem muito que aprender

Ei maracáiê no pulo da onça pintada a gente tem muito que aprender”

cantado por TC