as coisas que sinto…

 

as coisas que sinto são de qualquer lugar…

 

as coisas que sinto são de qualquer lugar 7

(fotografia aplicada em poliestireno e emoldurada, 80×100cm) 

 

 

as coisas que sinto são de qualquer lugar 3

(detalhes de convite de casamento e desabamento)

(fotografia aplicada em poliestireno e emoldurada, 50×140cm)

 


Esta série investiga a existência do corpo dentro do imaginário, buscando no corpo do meio fotográfico e na pele da fotografia elementos para proporcionar sensibilidade crítica e reflexão.

 “As coisas que sinto são de qualquer lugar” são fragmentos de imagens apropriadas, de revistas especializadas em fotografia, e editadas em pares, cada imagem foca certos conteúdos que assim abrem sentidos, criam um espaço virtual, que se encontra entre as imagens selecionadas, e neste local faz-se possível a reflexão das inúmeras visões de mundo e experiências vividas, somando valores e revendo o papel humano no universo fotográfico.

A artista propõe ações conscientes de significados imagéticos, desvendando no mecanismos o detrimento da observação da realidade por meio das imagens, cuja função parece estar cada vez mais distante de ideais humanos e parece se concentrar na alienação para uma sociedade espetacularizada, banalizada e consumista.

A sedução do corpo, da mente e da tecnologia são aqui direcionados para um mundo consciente, rico e belo onde possamos disfrutar qualitativamente de nossos recursos sensitivos e determinantes de mundo.

 

“Urge uma filosofia da fotografia para que a práxis fotográfica seja conscientizada. A consciencialização dessa praxis é necessária porque sem ela, jamais captaremos as aberturas para a liberdade na vida do funcionário dos aparelhos”

Vilém Flusser

 

 

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