Relatos das pessoas que primeiro chegaram ao local apontam que o incendio começou por volta das 10 horas da manhã. Quando chegaram ao local, metade da casa já estava tomada pelo fogo. Não se sabe como, uma equipe da rede globo chegou ao local, os indígenas disseram que não chamaram nenhum canal de tv, chamaram apenas os bombeiros. Os indígenas mandaram a rede globo ir embora, já que a empresa tem feito matérias buscando manipular a opinião pública contra os indígenas. Os bombeiros chegaram por volta das 11 horas e contolaram o fogo.
A família moradora do barraco é a família de Towe Fulni-o, que está em Pernambuco visitando parentes no município de Águas Belas. O incêndio aumenta ainda mais o terrorismo pscicológico sobre a comunidade da Terra Indígena Bananal, tambem potencializado pela ação cotidiana de Informações desfavoraveis veiculadas pela midia corporativa. A última notícia veiculada pela rede globo ironizou a resistência indígena no local.
Faz alguns dias o Ministério Público Federal, por meio da Procuradora da República Luciana Loureiro de Oliveira, recomendou que o Ibama cancelasse a licença de instalação do Setor Noroeste, e recomendou que a Funai instituisse um Grupo de Trabalho para aprofundar os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação. O Ibama respondeu que não vai cancelar a licença e que o problema da comunidade indígena é um problema da FUNAI. A FUNAI não respondeu a recomendação no prazo estabelecido, e agora o Ministério Público deve processar o presidente do órgão por improbidade.
É sintomático que num momento onde os direitos indígenas tomam corpo, e passam a ser ouvidos e respeitados pelas instituições de defesa de direitos como a Procuradoria da República, um incendio em uma das casas aconteça numa manhã de segunda-feira.
O terrorismo pscicológico é reconhecidamente uma tática dos grupos empresariais interessados em áreas em litígio como é a área da Terra Indígena do Bananal e o fazem por meio da mídia comprável e das instituições repressoras do Estado. Outra tática muito conhecida é a provocação de conflitos internos, o que já vem se desencadeando desde a presença do senhor Peterson de Paula Pereira, procurador da república que em vez de defender os direitos indígenas, quis facilitar as coisas para a TERRACAP.
É preciso que as instituições e organizações (nacionais e internacionais) responsáveis por fazer valer os direitos humanos fiquem atentas pois ao que parece a pressão econômica mobilizada pelo megalomaníaco projeto “Setor Noroeste” está decidida a dar um fim trágico a questão, e certamente o que não falta é dinheiro para vibializar o rolo compressor que quer destruir a presença da espiritualidade indígena na capital do Brasil.